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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

A brevidade da vida


A brevidade da vida


A minha “teflon” já não “ teflula” mais,
O meu refrigerante agora é suco em pó,
O meu xampu agora é sabonete,
Mistura em casa é só limão e agua,
“café com pão, café com pão” Manteiga não,
Ai! Café, café, pão e manteiga nunca mais.

Bolacha em casa
É só quando a gente perde a estribeira,
Churrasco em casa só quando a gente acorda assado,
Bem ou mal passado, rosto inchado, dor de cabeça,
Cerveja então nem espere que aconteça.

Em casa as contas, nem só as do rosário,
“Ave Maria  cheia de graça”, assim vovó já dizia,
“Que casa cheia de fumaça”
No meu diário e livro caixa, perdi as contas,
Há quanto tempo não sobra nada do meu salario
O que sobra mais é compromisso,
Por isso agora to decidido,
Melhor dar um fim a tudo isso.

Vou pendurar o meu mais belo sorriso,
E sair assim a caminhar como se fora tão leve,
Um ser que sabe que a vida  é breve,
Podendo usar o  xampu preferido,
O perfume do boticário,
O ovo frito sem estar grudado,
E o seu salario completamente líquido,
Renascido, ressuscitado, Resplandecente,
 No seu  dia programado,
E o seu rosário, não tão somente,
Pra passar os dedos em suas contas,
Mas sim pra recitar todos os credos,
Padres-Nossos e Ave- Marias,
Salve Rainhas  e  Gloria Ao Pai
Agradecido, por todos os anos Vividos.


Autor
Carlos Marcos Faustino
(  Um dia qualquer dum mês qualquer-
num ano qualquer)



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